Afinal, as escutas telefónicas e a espionagem informática existem de facto, na presidência da República.
Para que o equipamento de wireless funcionasse sem problemas, os estrategas montaram a operação de campanha num discreto recinto exterior, dissimulado por frondosa vegetação e fizeram-se passar por patusqueiros de fim-de-semana.
O nosso fotógrafo conseguiu captar o momento em que um dos operacionais pedia ao comandante do pelotão de espionagem "teste aí este microfone a ver se funciona". Repare-se no profissionalismo destes especialistas: além de usarem microfones direccionais disfarçados de pasta de atum, ainda os dissimulam com guardanapos de papel.
Nesta altura os microfones tipo pasta de atum já estão escondidos dentro da camisa. Em cima da mesa, só os microfones tipo carcaça.
Tratando-se de uma acção de espionagem em tempo real, o comandante da operação já consulta o relatório da escuta, mesmo antes de terminada a operação.
"Teixeira, faz uma foto deste relatório e anexa aos autos", diz ele. "As nossas escutas acabam de comprovar que o Presidente "bolicou-se".












